Vício do telemóvel afasta as famílias dentro da própria casa

Vício do telemóvel afasta as famílias dentro da própria casa

Vício do telemóvel afasta as famílias dentro da própria casa

Os telemóveis foram e são, sem dúvida, umas das melhores invenções de sempre.  Permitem-nos que possamos estar em constante contacto com pessoas que estão a milhares de quilómetros de distância. As redes sociais vieram ainda “aproximar-nos” de amigos com quem não conseguimos estar no dia-a-dia. Mas será esta aproximação real? Ou quanto mais nos aproximamos dos nossos amigos, mas nos estamos a afastar da nossa família?

Há vários fatores a ter em conta, mas como em tudo, as redes sociais têm muito de positivo, mas também um lado negativo.

Se por um lado as novas tecnologias e as redes sociais nos permitem estar a par de tudo o que se passa no Mundo em tempo real,  o facto de passarmos tanto tempo a olhar para o telemóvel, faz-nos perder muito do que se passa à nossa volta, incluindo o que se passa em nossa casa.

O fotógrafo Al Lapkovsy partilhou uma série de imagens que, apesar de serem um pouco chocantes, retratam exactamente o que se passa em casas em todo o Mundo.

Desde pais que deixam de dar atenção aos filhos por estarem a olhar para o telemóvel, a crianças que acabam por não ter com quem brincar pois todas as outras estão agarradas aos telemóveis, ou até mesmo casais que deixam de aproveitar a sua intimidade para estarem nas redes sociais.

Muitas são as famílias que, apesar de viverem na mesma casa, se afastam cada vez mais, e tudo graças a este vício silencioso.

Com isto não digo que se deva deixar de usar as novas tecnologias e as redes sociais. Mas cabe-nos a nós, adultos e pais, controlar o uso para que não se torne exagerado prejudicando o equilibrio familiar. O vicio do telemóvel não pode existir.

Nada é mais importante do que a nossa família, por isso temos de garantir que a aproveitamos ao máximo, antes que seja tarde demais!

Façamos uma reflexão sobre se estamos realmente a valorizar e priorizar a família.

Quando estamos com os nossos filhos, estamos realmente presentes? Ou estamos no vício do telemovel?

Quando estamos com os nossos filhos, será que estamos mesmo lá?

É frequente os nossos filhos alhearem-se dos irmãos e dos pais?

Enquanto casal: quantas vezes já esteve em situações idênticas às retratadas?

Vício do telemóvel afasta as famílias dentro da própria casa

 

Estas imagens fazem parte da coleção Desconectar Conectar do artista AL LAPKOVSKY

Era uma vez umas roupas que um dia já tinham sido uma pessoa, iluminadas pela luz azulada 

De acordo com vários estudos, algumas crianças passam em média 7,5 horas na frente das telas por dia. Isso mesmo 7,5 horas. É o tempo que a maioria dos adultos passa no trabalho diarimante. Os adolescentes passam até nove horas por dia nos meios sociais. Surpreendentemente, uma pessoa comum gasta quase duas horas (aproximadamente 116 minutos) nas redes sociais todos os dias, o que significa um total de 5 anos e 4 meses ao longo da vida. Atualmente, o tempo total gasto nas meios sociais supera o tempo gasto a comer e beber, a socializar ou organizar.

Para percebermos o tempo excessivo que uma pessoa passa realmente nos meios sociais, façamos a comparação com o número de horas (cinco anos e quatro meses) que passa ao longo da vida a sociabilizar com amigos e familiares na vida real (um ano e três meses ).

Estamos a desaparecer, deixamos de existir, perecemos.

Não podemos imaginar as nossas vidas sem os ecrãs azuis. Somos bombardeados com notícias, atualizações e status. Temos milhares de amigos e ainda estamos sozinhos. Somos semi-transparentes, perdidos na luz azul de informações inúteis e num falso sentimento de pertença.

O principal objetivo deste projeto é ilustrar como continuamos a desconectar-nos da realidade que nos rodeia a qualquer momento e nos envolvendo em algo que talvez seja real, mas não tão importante e relevante no momento. Como, apenas pela natureza do hábito, escolhemos com mais frequência olhar para o ecrã do que olhar à volta. Enviar uma mensagem para alguém em vez de conversar com uma pessoa sentada à nossa frente. Como a nossa mente se torna global no sentido de que podemos conversar com pessoas que mal conhecemos e, ao mesmo tempo, ignorar alguém muito próximo e real.

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