Os filhos precisam que os pais lhes deem espaço

Os filhos precisam que os pais lhes deem espaço

Os filhos precisam que os pais lhes deem espaço

A paternidade exige flexibilidade.

Coloca os pais em confronto consigo próprios trazendo à deriva diversas angústias e medos que, até então muitas vezes, estavam encobertos e, aparentemente equilibrados.

O maior desafio da parentalidade

Um dos maiores desafios quando nos tornamos pais, é sermos capazes de olhar para aquilo que somos e que de alguma forma nos condiciona e preocupa, sem deixarmos que isso tenha implicação excessiva na relação que estabelecemos com os nossos filhos e na forma como nos tornamos pais.

Nesta relação entre o que somos, o que nos condiciona e a parentalidade que exercemos, um dos principais desafios prende-se com dar espaço aos filhos. Permitir-lhes serem eles próprios e fazerem as suas próprias descobertas, sem que os pais tenham de estar no controlo absoluto de tudo.

Isto é, muitas vezes, porque desejamos o melhor do mundo para os filhos.

Porque sentimos que ninguém os pode amar ou proteger mais do que nós próprios. Assim, acabamos por exercer uma força de controlo muito grande sobre o seu dia a dia e sobre as suas decisões. Com isto, ao contrário do que desejamos retiramos-lhes a hipótese de – no tempo certo – desenvolverem várias competências.

Os filhos precisam de limites defendidos e de estrutura

É certo que, a par desses limites, precisam de espaço para arriscar, tentar, falhar e sentir que podem ser elas próprias, independentemente, das expectativas dos pais. Só quando damos este espaço às crianças permitimos que desenvolvam a autonomia, que encontrem estratégias adaptadas para reagir perante o imprevisto ou para resolver problemas.

O que acontece quando não o fazemos?

Além de não permitirmos que as crianças desenvolvam estas competências, passamo-lhes a ideia de que não são capazes de agir e de tomar decisões. Isto,  invariavelmente traduz um traço de insegurança, que se vai expressar quer nos desafios do dia a dia das crianças, quer nas suas relações futuras.

Assim, se queremos que as crianças se tornem autónomas, capazes de “ir a jogo” e seguras de si, devemos lembrarmo-nos que devem ter espaço para falhar, arriscar, demonstrar aquilo que são e as suas opiniões. Espaço que deve ser dado à medida de desenvolvimento da criança. E deve ir aumentado consoante a criança se vai tornando cada vez mais capaz e autónoma. Dar este espaço a um filho, pode, num primeiro momento, ser assustador e difícil para os pais. Mas é seguramente o melhor para o desenvolvimento de competências e bem-estar de uma criança.

A Escola do Sentir, promove o desenvolvimento emocional e social do indivíduo.

No mundo infantil, a Escola do Sentir prima e anseia por uma educação holística, focada na criança/adolescente, alicerçada numa intervenção com pais e numa forte vertente de intervenção social e comunitária.

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