Cada vez mais se assiste a um dia-a-dia frenético, em que as pessoas andam sempre a correr de um lado para o outro, esquecendo-se por isso de algo tão simples e essencial – Elas próprias!

Muitas vezes vêem-se no meio de um ritmo pesado, entre idas para casa, trabalho, “ir buscar os miúdos à escola”, ir para atividades para descomprimir e “levar os miúdos a atividades”… Na realidade, estas correrias são necessárias, bem como todas as atividades são benéficas, mas consequentemente o tempo para parar e refletir sobre o que se quer, o que se sente, sobre o ”eu”, é muito pouco.

Muitas vezes parece até existir a necessidade de que seja pouco… Existe uma procura de respostas rápidas, e minimamente satisfatórias sem que ponham em causa o íntimo de cada um.

Parece importante, desta forma, chamar a atenção sobre o quão importante é este tempo, bem como pensar nele. Deve ensinar-se às crianças que devem ter tempo para estar com elas mesmas, e desta forma permitir-lhes pensar sobre o que gostam ou não, o que querem e o que desejam e não o que lhes é imposto pelos outros. É neste pensamento sobre si mesmas, que pode surgir alguma tranquilidade, bem como maior segurança e comprometimento na execução das tarefas.

Assiste-se, não raras vezes, a pessoas que se sentem exaustas, com crises de ansiedade, com dificuldades em organizar as suas tarefas do dia-a-dia e cansadas de tudo o que as rodeia, mas que se esqueceram de coisas tão simples como sentir a chuva na cara e ouvir o som do mar. São estas pequenas sensações que despertam o lado emocional e que nos trazem as emoções.

Saber sentir é algo complexo e, por vezes, difícil mas que traz também o prazer de viver.

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