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7 Indícios preocupantes de que estás psicologicamente esgotada

7 Indícios preocupantes de que estás psicologicamente esgotada

Já te sentiste esgotada ao ponto de perderes o ânimo para enfrentar o dia-a-dia? De não conseguires sentir-te feliz e tudo e todos te irritam?

Pois eu já…

É muito comum confundir-se esgotamento psicológico com depressão pois os sintomas são idênticos. O esgotamento está geralmente associado ao stress do trabalho e ao desgaste mental. A Depressão pode ou não estar relacionada com a vertente profissional.

Uma pessoa com um esgotamento psicológico apresenta uma dificuldade de concentração acentuada reflectindo-se num número de lapsos cognitivos consecutivos tais como dizer coisas sem nexo, esquecer-se de palavras ou avançar sem se aperceber que o sinal estava vermelho.

Segundo estudos realizados, verificou-se que os homens apresentam mais dificuldade em assumir que estão esgotados. Muitos ainda acreditam que isso seria um sinal de fraqueza. Outros estão tão absorvidos em prover as necessidades materiais da família que não admitem que possam já ter ultrapassado o próprio limite. As consequências disso podem ser desastrosas.

Apesar das mulheres estarem mais atentas aos sinais, quando são mães tendem a atribuir os sintomas às “maravilhas” da maternidade, relevando a importância dos mesmos e acabando por não procurar ajuda especializada.

Por isso se és homem – atento aos sintomas; se és mulher – reflete; se és mãe – cai na real, se te identificaste com mais de metade destes comportamentos, procura ajuda!

  1. Quando te descontrolas por tudo e por nada – Tempestade num copo de água
    O mais novo entornou cereais pela casa fora. Numa situação normal poderia ser um motivo de riso, seguido de uma explicação de que tem de ter mais cuidado e no fim, limpariam juntos o chão.
    Em caso de esgotamento salta-te a tampa assim que te apercebes do que aconteceu. O miúdo vai levar com 3 gritos e 4 palmadas no rabo que lhe aceleram o passo até à cama.
    As tuas capacidades mentais estão reduzidas ao ponto de não conseguires distinguir com clareza um problema simples de algo realmente importante, e perdeste o controlo.
  2. Cansaço crónico
    Acordas exausta. E sabes que não é porque o bebé não dormiu nessa noite (até porque o bebé não dorme há 6 meses) ou  porque trabalhaste até tarde na véspera. Não se trata de um cansaço pontual sim um sentimento constante de cansaço. Sentes-te sempre cansada, sobrecarregada, exausta, farta.
  3. Imunidade deficiente
    A adrenalina que o corpo produz nas situações de stress e que te ajuda a estar alerta produz grandes estragos no sistema imunológico. Tens tendência a ficar doente com frequência. Ou são constipações, ou crises de alergia, ou enxaquecas, dores de estômago ou até palpitações no coração. Está na altura de abrandares.
  4. Sentimento de ineficácia
    Sentes que não consegues atingir os teus objectivos a curto prazo. O cansaço leva-te à desorganização e não sabes por onde começar. Tens várias tarefas por concluir porque não te concentras verdadeiramente em nenhuma. Sentes-te menos capaz perante desafios pontuais a nível profissional e a tua autoestima começa a ressentir-se
  5. Apatia generalizada
    O entusiasmo pela vida profissional começa a desvanecer-se e só te apetece arranjar uma desculpa para não ir trabalhar todos os dias. Tudo e todos são motivos de descontentamento e dás por ti a odiar mais de metade das pessoas com quem sempre trabalhaste. Perdes a motivação, e vais para o emprego fazer os mínimos porque pura e simplesmente estás-te a borrifar.
  6. Sempre a 1000Km/h
    Andas sempre a 1000Km/h e não tens tempo para abrandar. A tua vida não te permite e esse já é o teu ritmo normal.
    É urgente que encontres espaço e tempo para recuperar, nem que seja em pequenos intervalos. Tens de dormir à noite, tens de ter hobbies, tens de ter vida social.
  7. Muito trabalho e poucos recursos de trabalho
    Sendo que o trabalho é tudo aquilo que precisa de ser feito  e, consequentemente, consome esforço e energia. Os recursos de trabalho, neste caso, são a motivação que nos ajuda a atingir os objetivos.
    Ter muito trabalho não significa que seja necessariamente uma coisa prejudicial. Mas como consome energia tem de ser, obrigatoriamente, equilibrado com os recursos.
    O dinheiro é um recurso de trabalho muito importante – a expectativa da remuneração motiva a concluir, a ser eficaz. Mas esse não deve ser o único recurso de trabalho. A alegria e a satisfação decorrentes da atividade exercida são muito importantes (talvez até mais que o dinheiro!).
    Por exemplo, nem todos têm a oportunidade de fazer profissionalmente o que realmente gostam. Mas todos têm a oportunidade de usar seus dons e talentos no serviço de voluntariado. O voluntariado não tem retorno financeiro, mas traz importantes recursos de trabalho como a alegria, o amor ao próximo e a gratidão. Recursos esses que dão energia para fazer todas as outras coisas. E por isso é que o voluntariado é tão gratificante.

O esgotamento tem sido descrito como o maior risco profissional do século XXI.
Pesquisas recentes demonstram que as pessoas mais perfeccionistas têm um risco muito maior de esgotamento. O padrão de perfeição criado consome muita energia, o que leva a um desgaste ainda maior. Neste caso é urgente avaliar de forma real se a perfeição é essencial para cada projeto específico. A resposta geralmente é “não”.

Conheceres os sintomas de um esgotamento e saber como diminuir os seus efeitos é o primeiro passo importante rumo a uma vida plena e feliz.

 

  • Aydemir, O., & Icelli, I. (2013).  Burnout: risk factors. In Burnout for Experts, 119-143 (Sabine Bahrer-Kohler, Ed.) London, England: Springer.
  • Leiter, M.P., & Maslach, C. (2005). Banishing Burnout.  San Francisco, CA: Jossey-Bass.

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