Cancro do colo do útero: 7 sinais que as mulheres precisam vigiar

7 sinais de cancro do colo do útero que as mulheres precisam vigiar

O cancro cervical ou cancro do colo do útero é o segundo tipo de cancro que mata mais mulheres no mundo, perdendo apenas para o cancro da mama.

O cancro cervical ou cancro do colo do útero é o segundo tipo de cancro que mais mata no mundo, perdendo apenas para o cancro da mama. Embora essa estatística seja assustadora, é um tipo de cancro que pode ser evitado.O HPV ou vírus do papiloma humano é altamente contagioso.

É uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) sendo esta a principal via de contágio. A mãe também pode infectar o filho durante o parto. Há relatos de transmissão pela mão, mas é raro.

O vírus também causa crescimento anormal de células na região algumas vezes chamada de verruga, crista de galo, figueira ou cavalo de crista. Nem todos os HPV levam ao cancro.  Existem mais de 150 tipos e apenas alguns podem causar cancro do colo do útero ou retal. Os do tipo 16 e 18 são os responsáveis por esse tipo de cancro. Os sinais de cancro cervical não são tão evidentes como os de mama que podem ser percebidos pelo toque.

Mas, existem maneiras de se prevenir observando-se os sinais. Procure imediatamente o ginecologista caso perceba:

1. Corrimento incomum

Quando o cancro começa a crescer dentro do colo do útero, as células da parede da cavidade começam a desfazer-se produzindo um corrimento aquoso abundante.

2. Verrugas

Segundo a ginecologista Rosa Maria Leme, “O aparecimento de pequenas verrugas (externas ou internas) serve como um sinal vermelho para algumas doenças, como o HPV, que na mulher aumenta muito as chances de cancro de colo de útero”.

3. Dor ou sangramento

Fora do período menstrual qualquer sangramento deve ser investigado, ou mesmo corrimentos escuros ou rosados. Como o cancro cervical cresce nas paredes do colo do útero, estas tornam-se ressecadas e podem até rachar causando sangramento por qualquer desconforto, seja relações sexuais ou até mesmo por andar. Pode haver também sangramento retal ou da bexiga.

4. Anemia

Se os seus hábitos alimentares não mudaram, se está pálida, se sente fatigada e o coração acelera ao esforço comum, é um sinal de anemia. Os sangramentos anormais são a primeira causa.

5. Problemas urinários

Com o inchaço do colo do útero, a bexiga e os rins podem ficar comprimidos dificultando a passagem da urina e o total esvaziamento da bexiga, podendo causar dor e/ou até mesmo uma infecção urinária.

6. Dor contínua nas pernas, quadris ou costas

Assim como ao inchar o colo do útero comprime órgãos internos, também pode comprimir vasos sanguíneos dificultando a irrigação da pélvis e das pernas, bem como o retorno sanguíneo causando dores, inchaços nas pernas e tornozelos.

7. Perda de peso

Todos os tipos de câncro costumam diminuir ou até mesmo suprimir o apetite. Além disso, o inchaço já mencionado do colo do útero pode comprimir o estômago, diminuindo o espaço para a alimentação adequada, o que certamente irá reduzir o peso.

Importante

Convém ressalvar que os mesmos sintomas podem significar outras coisas que não necessariamente o cancro cervical. Só o médico pode dar o diagnóstico. Existem fatores de risco associados e ao contrário do que se pensa não só as mulheres desenvolvem cancro pelo HPV. Os homens também sofrem risco de que a doença surja em outras partes do corpo como no pénis, reto ou cavidade oral.

Os fatores de risco mais conhecidos são:

  • Tabagismo
  • Uso de drogas
  • Uso de contraceptivo oral prolongado
  • Infecções pelo vírus herpes simples tipo 2 ou C. trachomatis (clamídia)
  • Multiplicidade de parceiros sexuais
  • Sexo sem proteção
  • Imunidade baixa

A maioria das pessoas já teve contato ou foi infectada por algum desses tipos de HPV.

Por ser de grande incidência entre a população sexualmente ativa, é bom estar atento aos sinais e sintomas e fazer exames preventivos. O mais comum dos exames é o Papanicolau, que pode ser feito pelo SNS em qualquer centro de saúde. Atualmente há um programa de vacinação para meninas entre os 9 e 11 anos de idade. As de 12 e 13 anos também devem ser vacinadas, caso ainda não tenham sido. Segundo o Ministério da Saúde (Brasil) “a vacina tem maior eficácia se for administrada em adolescentes que ainda não foram expostas ao vírus, pois, nessa idade, há maior produção de anticorpos contra o HPV que estão incluídos na vacina.”

 

Por Stael F. Pedrosa Metzger,
publicado em  familia.com.br

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