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A ANSIEDADE – Monstra ou Amiga?

A ansiedade, termo utilizado actualmente para designar um conjunto de manifestações físicas e mentais causadas pela percepção, real ou imaginária, de um perigo ou situação difícil, pode incluir sintomas tão variados como irritabilidade, insónia, suores frios, sensação de desmaio, dificuldades de atenção/concentração, alterações intestinais ou urinárias, bloqueios e confusão mental, entre outros.

Dados da Direcção Geral da Saúde (2013) referem que 16,5% da população portuguesa revelava sinais de Perturbações da Ansiedade, sendo a perturbação psicológica de maior incidência no país. Tornou-se quase banal a sensação de cansaço, o nervosismo, a tensão, as intermináveis listas de afazeres, a resposta imediata a milhares de solicitações diárias da família, do trabalho, dos amigos e das redes sociais, o telefone que não pára de tocar, as noites mal-dormidas, os cinco-cafés-por-dia-para-aguentar… e o consumo de medicação ansiolítica, que tem crescido de forma exponencial nos últimos anos.

Como evitar a ansiedade?

Na verdade, não existe forma de eliminar por completo a ansiedade, já que constitui um mecanismo psicológico absolutamente fundamental para o nosso bem-estar psicológico, funcionando como uma espécie de “sinal de alarme” para situações potencialmente desagradáveis ou perigosas.

No entanto, existem diversas estratégias simples que nos permitem gerir saudavelmente os efeitos negativos da ansiedade, e minimizar o seu impacto. Em primeiro lugar, é fundamental estimular hábitos de auto-reflexão, já que quando nos tornamos mais conscientes relativamente ao tipo de situações que nos causa maior ansidade (prazos de trabalho, por exemplo), também nos tornamos atentos às situações potencialmente desagradáveis que conseguimos evitar (começando a preparar o trabalho mais cedo, de forma a evitar atrasos). Evitar a procrastinação (não deixar tudo “para amanhã”), estabelecer objectivos curtos, celebrar os pequenos ganhos, aceitar as próprias falhas e erros, cuidar do corpo respeitando os seus ritmos e necessidades, dormir 8 horas, praticar exercício físico moderado, diversificar ao máximo as suas rotinas e fontes de prazer, diminuir o consumo de estimulantes e desligar ocasionalmente as redes sociais são outros pequenos truques que permitem evitar o “bloqueio” causado pelo acumular de situações causadoras de ansiedade.

E se a ansiedade for demasiado grave?

Acontece por vezes que, independentemente de todos os nossos esforços, a ansiedade continua a tomar conta de nós de uma forma cada vez mais incapacitante, bloqueando-nos, deprimindo-nos, impedindo-nos de tomar qualquer atitude ou de tomar qualquer decisão. Quando a intensidade e duração dos sintomas ansiosos se tornam excessivas, ou quando o seu impacto no dia-a-dia se torna descontrolado, está na altura de procurar a ajuda de um psicólogo clínico. Este técnico poderá, no seio de uma relação confidencial e de confiança, fornecer-lhe ferramentas de gestão das emoções construídas à medida das suas capacidades e características, agindo directamente na causa dos distúrbios emocionais e recuperando um funcionamento mais harmonioso, activo e feliz.

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