O casal e a gravidez

A gravidez é um dos períodos mais bonitos para uma mulher. No entanto, implica uma série de alterações que para muitas mulheres podem ser difíceis.

Durante os primeiros meses de gravidez, as mudanças físicas começam a ser evidentes. A roupa deixa de servir e começa a despontar um pouco uma barriguita que não se sabe muito bem se é de um bebé ou de ter comido uma bela feijoada. Mas o que mais afecta a futura mamã são as alterações hormonais que, em alguns casos, pregam uma partida e levam a que a sensibilidade aumente consideravelmente.

Para ultrapassar estas situações, pode ajudar a futura mamã oferecer um mimo a si própria de vez em quanto, pensar no bebé e inclusive, ver a sua carinha antes de nascer fará sentir que tudo o que está a passar é por um bom motivo. Além disso, pode desabafar com o médico, com uma amiga ou com a sua mãe, mas quem pode de facto fazer a futura mamã mais feliz é o seu companheiro.

O companheiro é o apoio da futura mamã: quando toca na barriga, quando a deseja do mesmo modo que antes de estar grávida, quando cuida e relembra como a mamã está bonita todos os dias. Assim, tudo será mais fácil.

Felizmente, cada vez mais o homem do século XXI entende de uma forma mais profunda qual é o sentido de ser pai e que, uma vez tomada a decisão, deve ser assunto a 3: a mamã, o papá e o bebé. Frequentam as aulas de preparação para o parto, acompanham a futura mãe ao obstetra e sentem mais interesse pelo estado da sua companheira neste momento. Mas quantos papás acariciam a barriga? É comum ouvirem-se comentários do género “Tenho oportunidade de falar com o bebé, quando nascer. Agora não me ouve”.

Estudos científicos têm vindo a demonstrar que o facto do papá falar para a barriga leva a que o bebé comece a reconhecer a sua voz e até pode responder com um pontapé. Além disso, estes bebés quando nascerem, ao ouvirem a voz do papá tranquilizam-se e bebem melhor o leite.

Ser pai é toda uma experiência e essa experiência começa desde o momento da concepção. Antes pensava-se que os bebés não sentiam, no entanto, as novas investigações trazem muitas informações e uma delas é que o bebé pode ouvir desde a semana 16.

A maior parte do que o bebé ouve é o fluxo de sangue através do sistema circulatório, o movimento dos intestinos e o batimento do coração da mamã, os quais proporcionam uma espécie de mantra tranquilizante e claro, também ouve a voz da mãe e outros sons externos.

Não devemos subestimar o bebé, nem pensar que ele não reage perante diversos sons ou sensações da mãe, já que o bebé está a aprender para poder sobreviver no ambiente novo que o espera e no interior da barriguinha da sua mãe está a desenvolver todos os seus sentidos: olfacto, paladar, tacto, visão e audição.

Como se tudo isto fosse pouco, ainda existem certas hormonas, como o cortisol (hormona do stress), ou pelo contrário, as endorfinas (hormonas da felicidade) que podem atravessar a barreira da placenta e afectar o bebé de um modo ou de outro. Portanto, o estado da mãe, a sua felicidade, ansiedade, pode chegar até ao bebé.

Hoje em dia, sobretudo no mundo desenvolvido, dá-se bastante importância ao controlo pré-natal, mas em muitas ocasiões se esquece de cuidar ou controlar os estados emocionais. A futura mamã está a viver um momento único, mas também delicado, em que as suas emoções, em certas ocasiões, a pode controlar.

Há muitas formas de envolver o companheiro, mas a melhor opção é enviar mensagens de amor, tentando que se ria e que se sinta feliz. Assim conseguir-se-à um melhor bem-estar para o futuro bebé que está a caminho. Um caminho longo e por vezes complicado, que necessita de muito carinho, paciência e compreensão.

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