expressar emoções

A importância de expressar as emoções na infância

A importância de expressar as emoções na infância

O que pensa sobre as emoções?

Demonstrar emoções é sinal de fraqueza?

Não devemos chorar?

O medo e a raiva são emoções perigosas e por isso não devemos senti-las?

Pois bem… estas são algumas das crenças que por vezes são interiorizadas ao longo da infância, que se perpetuam na idade adulta e que inconscientemente os pais poderão passar para os filhos.

Quando uma criança cai e chora o adulto tem, por vezes, a tendência, em jeito de conforto, de dizer: “Não chores!” Se uma criança cai e se magoa pode demonstrar o que está a sentir. Importa que o adulto não contrarie a tendência de reprimir a emoção, para que a criança não interiorize que deve guardar dentro de si o que sente.

É benéfico para as crianças serem ensinadas desde cedo a entrar em contacto com as suas emoções e a saber como exprimi-las. É no seu porto seguro, na família que as vão conhecer e explorar. É aqui que vão ganhando confiança para futuramente experienciarem as emoções no mundo lá fora.

O que ajuda a criança a aprender a identificar o que está a sentir é que o adulto leia a emoção no seu comportamento e que a devolva à criança num discurso claro e empático.

Ora vejamos mais atentamente

A tristeza

Todos nós já estivemos tristes em algum momento. O contacto com a tristeza permite-nos saborear os momentos de felicidade, daí a importância de ser sentida. Imagine uma criança que chora porque um amigo lhe tirou um brinquedo. Em vez de o adulto dizer: “Não chores!” poderá dizer: “Compreendo que estejas triste, ficaste sem o teu brinquedo!”

O medo

Uma emoção que tendencialmente tende a ser evitada é imprescindível para a nossa sobrevivência.

Já imaginou se não tivesse medo de nada? Atravessaria uma estrada cheia de carros sem perceber que corria perigo de atropelamento. É bom sentir medo, mantém-nos vivos!

Quando a criança diz que tem medo de algo, dizer-lhe: “Não tenhas medo!”, faz com que ela sinta que não deve sentir medo. Em vez disso, poderemos dizer: “Compreendo que tenhas medo, mas eu estou aqui contigo e não vou deixar que nada de mal te aconteça.”

É esta leitura emocional que faz com que a criança aprenda em situações futuras a identificar o que sente.

A educação emocional desde pequenos, torna-los-á CRESCIDOS com mais autoconhecimento, mais seguros de si, mais capazes de compreender o que os outros sentem. Crescerão mais disponíveis para a aprendizagem escolares e com mais capacidades relacionais com o mundo que os rodeia.

E, consequentemente, serão adultos mais saudáveis a nível psíquico.

Somos uma equipa especializada em psicologia clínica infantil, que presta apoio psicoterapêutico aos pequenos, incluindo os crescidos.

Também colaboramos com educadores e professores para potenciar estratégias educativas promotoras de crianças felizes.

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