toxoplasmose e as grávidas

Toxoplasmose. A culpa é do gato?

Cada vez há mais informação acerca da toxoplasmose e o que ela implica contudo ainda há tantas dúvidas e mal-entendidos nesta temática.

A toxoplasmose é uma doença congénita que pode trazer problemas de saúde para o bebé se a mãe for infectada pela primeira por este parasita quando está grávida.

Neste post quero esclarecer todas as dúvidas falando para isso do ciclo de vida do parasita toxoplasma gondii.

Como se transmite?

A toxoplasmose pode ocorrer em diversos mamíferos que ingiram carne crua, especialmente através da caça que esteja infectada com o protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este parasita unicelular tem um ciclo de vida um pouco complicado. Mas sabe-se que tem de passar por um hospedeiro intermediário e por um definitivo, que é sempre o gato e não o cão. Normalmente os felinos não exibem sintomas de toxoplasmose.

O ser humano serve de hospedeiro intermediário. Nele o parasita enquista nos músculos ou noutras partes do organismo. Mas esta infecção é geralmente sem sintomas. Muitas pessoas podem contrair toxoplasmose e não se aperceberem disso, mas caso tenham sintomas estes podem ser febre baixa, dores musculares, aumento do volume dos gânglios linfáticos, perda de apetite e dores de garganta. Nada de grave e que facilmente passa despercebido.

Uma vez exposto à doença, o ser humano desenvolve imunidade contra o parasita e raramente torna a adoecer com toxoplasmose. Isto é confirmado através de uma análise sanguínea que revelará se a pessoa é imune ou não.

Os gatos e as grávidas

Agora vamos aqui reflectir um pouco. Se vocês tiverem um gato já há algum tempo, que vive exclusivamente dentro de casa, e que jamais come carne crua, você não está em risco. De facto está cientificamente provado, que manusear carne crua ou trabalhar em jardinagem sem luvas é mais arriscado do mexer no seu gato.

Os gatos contraem toxoplasmose ao comer carne crua ou caça (por ex. ratos) que contenha algum dos 3 estados infectantes deste parasita. Neste caso os gatos excretarão pelas fezes oocistos infectantes de 3 a 10 dias após a ingestão de tecidos infectados. Esta excreção pode durar até 14 dias após a 1ª exposição do gato ao parasita. Mas depois deste período é raro que o gato possa de novo excretar pois, tal como nos humanos, o gato desenvolve imunidade contra o toxoplasma. Os oocistos excretados nas fezes transformam-se em infectantes apenas 1 a 4 dias após a excreção, e podem permanecer assim no meio ambiente por vários meses. Se tiver que limpar as areias dos gatos e usar luvas o risco de contrair toxoplasmose é mínimo.

Como minimizar o risco?

Existem muitas maneiras de minimizar o risco do gato contrair toxoplasmose. Mantenha o seu gato exclusivamente dentro de casa. Não permita que ele consuma o que caça nem lhe forneça carne crua. Alimente-o com rações comerciais apropriadas. Mesmo que o gato tenha acesso ao exterior isso não é razão de alarme. Deve deixar para outra pessoa a mudança das areias ou então fazê-lo de luvas e lavar sempre muito bem as mãos em todas as situações. É importante também não ter o hábito de levar as mãos à sua boca ou roer as unhas.

No meu caso, por exemplo, tenho quatro gatos e não sou imune à toxoplasmose. Os meus gatos têm acesso a toda a casa e dois deles vieram da rua. Contudo, os cuidados que tive durante a gravidez foram os que falei aqui e tudo correu bem. Mas sobre os cuidados mais específicos a adoptar pelas mães não imunes falarei mais à frente.

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