Tipos de porta-bebés

A combinação de Outubro com Outono faz-me sempre pensar em babywearing. Primeiro, porque é em Outubro que se celebra a Semana Internacional de Babywearing. Segundo, porque o tempo começa a arrefecer e carregar os nossos bebés coladinhos a nós sabe ainda melhor. Terceiro, porque aproxima-se o Natal e é sempre uma boa altura para comprar um novo porta-bebés.

Mas qual?

Há tantos que às vezes parece complicado. Mas não é. Há dois tipos de porta-bebés:

  • Os panos, que são porta-bebés sem estrutura e nos quais temos que fazer uma amarração (em inglês: carry) para receber e suportar o bebé;
  • As mochilas, que são porta-bebés estruturados que incluem alças e que já têm formas definidas e preparadas para receber o bebé.

E qual deles o melhor?

A resposta é aquele cliché do depende. Os dois têm vantagens e desvantagens e cada um de nós é que tem que eleger qual é, para si, o rei dos porta-bebés.

E há vários tipos de panos?

Afirmativo. Se preferimos um porta-bebés sem estrutura, temos vários tipos disponíveis, adequados a diferentes utilizações:

  • Panos elásticos, são uma peça de pano tricotado com alguma elasticidade. São particularmente adequados para recém-nascidos,
  • Panos tecidos, feitos através de um processo de tecelagem, com nenhuma elasticidade e que podem ser usados desde que o bebé nasce até… este querer ser carregado. São duradouros e versáteis, mas exigem alguma dedicação para aprender as amarrações.

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  • Slings de argolas, pano sem elasticidade com argolas metálicas, que permite o transporte do bebé na anca, em posição assimétrica e também barriga-a-barriga para bebés pequenos. São muito práticos pela rapidez de colocar e tirar o bebé. Não são recomendadas para caminhadas longos, pois a assimétrica distribuição do peso pode criar desconforto na anca, costas e lombar;

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  • Pouch sling – uma espécie de faixa cilíndrica fechada, muito fácil de colocar e adequada a transportes rápidos. Têm a desvantagem de poder ser usadas só desde quando a criança consegue sentar se sozinha.
  • Híbridos, que misturam as opções, como por exemplo, panos elásticos com argolas

 

Então significa que também há diferentes tipos de Mochilas?

Correto. Optar por um porta-bebés com estrutura abre-nos um outro leque de opções, cada uma com diferentes valências:

  • Meh dai (mei-tai), originário da China, é um porta-bebé com quatro alças abertas para ajustar e amarrar. Duas passam por cima dos ombros e duas criam o cinto. É muito simples de usar e rápido de aprender. A desvantagem é que mesmo os evolutivos não são adequados para recém nascidos;
  • Mochilas ergonómicas com cinto com fivelas e com alças ajustáveis, também com fivelas. Este é o porta-bebés mais conhecido e o que temos em mente quando alguém diz “mochila ergonómica”. Simples e rápido de aplicar e ajustar, é muito confortável e é tipicamente o preferido dos papás, pois não tem nada que enganar. Tem a desvantagem de não ser adequado para recém-nascidos e se for partilhado pelo pai e pela mãe, vão ter que estar constantemente a ajustar e reajustar as fivelas;

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  • Podaegi, inspirado em tradições coreanas, um pano com duas alças abertas para ajustar e amarrar, sem cinto. Ao princípio parece um pouco estranho a ausência de cinto, mas é cómodo e seguro e é uma opção excelente para viagens, pois ocupa muito pouco espaço. Porém, não é confortável para carregar os bebés durante períodos mais longos.
  • Onbuhimo, originário do Japão, com duas alças ajustáveis, seja com argolas ou com fivela, mas sem cinto. Também muito cómodo e adequado para viagens por ser compacto, mas também desadequado para períodos mais longos a carregar os bebés porque o peso fica todo só por cima dos nossos ombros.

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  • Híbridos, que misturam essas configurações e características, como por exemplo mochilas de cinto com fivela e alças de amarrar.

Prontos para escolher um?

*imagens fornecidas pelo autor

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