Se acredito no vício do colo? Não.

Se acredito no vício do colo? Não.

Se acredito no vício do colo? Não.

No outro dia, fui beber café com uma amiga que também foi mãe há pouco tempo. A dada altura, ela comentou que o seu bebé era muito tranquilo, não dava trabalho nenhum, mas que não lhe dava muito colo para não o habituar mal. Não querendo de algum modo julgar a forma de pensar da minha amiga (até porque cada mãe faz o que acredita ser melhor para o seu bebé e o que funciona melhor no seu seio familiar), não pude deixar de ficar a matutar no assunto.

Verdade seja dita, lembro-me de ouvir, não especificamente por parte da minha família, mas ao nível da sociedade em geral, esta máxima.

Dar colo habitua mal os bebés?

A nossa bebé nasceu e o desejo de a segurar, sentir, abraçar, cheirar foi imediato! Ainda na maternidade, passou muito tempo no nosso colo. E também no colo dos familiares e amigos que nos visitaram. O que é que toda a gente quer fazer quando vai conhecer um recém nascido? Pegar-lhe ao colo!

Em casa, damos-lhe colo sempre que chora, para adormecer ou pura e simplesmente porque queremos dar-lhe mimos e interagir com ela.

Ficam guardadas na memória e no coração as tardes de chuva e de frio, em que ficamos juntas à lareira, de corpinho tão pequenino, a dormir enroladinha no meu peito!

Ficam guardados no seu inconsciente, acredito que tornando-a mais confiante e tranquila, os momentos em que acorro ao seu choro e a conforto no meu colo. Ou os momentos em que a seguro entre os braços e a levo a passear ao nosso quintal, a encho de beijos, repito os sons do seu palrar ou lhe retribuo o sorriso.

Acredito que o meu colo, a fará crescer a sentir-se amada e correspondida! Gostaria de usar mais o sling e o pano que me emprestaram, mas tenho problemas graves de coluna e não aguento muito tempo.
Não é contudo, por isso, que lhe é alguma vez negado o colo. Se me doem as costas por estar de pé, há sempre a opção de lho dar sentada ou de chamar o reforço que dá pelo nome de Pai.

Se acredito no vício do colo? Não.

Acredito que a minha bebé possa ser uma criança mais exigente, mas também acredito que saiba que o mundo é um local bom, no qual pode confiar. Que sinta que nele existem pessoas constantemente preocupadas com o seu bem estar, dispostas a dedicar-lhe atenção e a minorar o seu desconforto sempre que possível.

O que pode haver de negativo nisto?

Porque é que existe o mito de que o excesso de colo?
Qual é a tabela ou unidade de medida que parametriza a quantidade/tempo/qualidade do colo a dar a cada criança?
O que define que o colo pode ser prejudicial?
É preciso que da nossa parte, exista uma grande disponibilidade, é um facto. Mas quando decidi ser mãe, fi-lo no meu todo, de corpo, coração e alma. Foi por isso que não fui mãe mais cedo, quando o meu ser estava ainda demasiado disperso em tantas outras coisas da vida. Um dia a minha bebé não será mais bebé. Um dia a minha bebé não quererá mais colo.

Até esse dia, eu vou aproveitar! Sempre que possa.

Sofia, do blog Cá em casa somos três, adaptado por Up To Kids®
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4 thoughts on “Se acredito no vício do colo? Não.
  1. O dar muito ou pouco colo tem a ver com a ideia e o sentir de cada pessoa. Penso que o colo é um bem necessário ao desenvolvimento da criança …transmite-lhe segurança, aconchego …
    Que de nós, criança ou adulto não precisa de colo de vez em quando? Por outro lado, as crianças ganham habitos, aos quais muita gente apelida de vícios.
    O colo não é passível de ser quantificado …precisamos de dar colo, SIM, sempre que o nosso coração de mãe sente que o deve fazer!

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