Todas e quaisquer emoções são válidas e saudáveis.

Todas e quaisquer emoções são válidas e saudáveis.

Todas e quaisquer emoções são válidas e saudáveis.

“Não chores”, “não fiques assim”, “isso já passa”, “amanhã é outro dia”

Estas tornaram-se expressões muito presentes no nosso discurso e no discurso dos que nos rodeiam… Mas se por um lado tentamos desvalorizar e passar a ideia de efemeridade dos sentimentos mais negativos, o mesmo não se verifica com os sentimentos positivos.

Porque será então que não pedimos às pessoas à nossa volta que “não sorriam”? E porque não lhes dizemos que “essa alegria logo passa”, “não se preocupem que piores dias virão”?

Porque a verdade é que todas e quaisquer emoções são válidas e saudáveis.

Como devemos validar as emoções que as crianças partilham connosco, sem as fazermos sentir – ainda que inconscientemente – que está errado sentirem-se se determinada forma?

A escuta ativa

A escuta ativa assume, neste e na maior parte dos processos, o primeiro e mais importante passo na nossa comunicação com o outro. Sem ouvirmos atentamente o que o outro nos diz, corremos o risco de partilhar informação desadequada. Desta forma, o outro irá sentir que não está a ser escutado com atenção. Então vamos ouvir e fazer perguntas que nos permitam obter a informação necessária para ajudar quem a nós recorre.

Neste sentido, vamos tentar questionar os nossos filhos sobre a causa/origem dos seus sentimentos para os podermos, posteriormente, validar. É importante que os nossos filhos entendam que sentirem-se tristes ou zangados é tão natural quanto sentirem-se felizes e entusiasmados.

Todos experienciamos emoções negativas

Também nós experienciamos este tipo de emoções negativas com frequência no nosso dia-a-dia. Assim, pode ser útil partilhar esta identificação, para que as crianças se tornem autónomas neste processo de aceitação das emoções. No entanto, e por não serem emoções agradáveis, as emoções negativas exigem um processo de reflexão e de procura de solução mais exigente.

Devemos reforçar que as crianças não estão sozinhas.

Que estamos juntos neste processo. Devemos partilhar, tanto quanto possível, diferentes perspetivas e formas de olhar para a situação que verificámos, numa fase anterior, ser a causa/origem do problema.

A partir da identificação da possível solução do problema, trata-se apenas de definir, em conjunto com a criança, um plano de ação para a pôr em prática. Assim atribuimos à criança a esperança de que qualquer situação é solucionável e que as emoções negativas são passíveis de ser superadas.

Com o passar do tempo, é importante que as crianças passem a fazer este processo de forma independente e autónoma, com a nossa ajuda ou supervisão, e posterior reforço do seu esforço e sucesso.

O desafio passa a ser, de agora em diante, adotar expressões afirmativas e positivas que nos permitam assumir a responsabilidade sobre o que fazemos com o que sentimos.

            “Não somos responsáveis pelas emoções, mas sim pelo que fazemos com as emoções.” – Jorge Bucay

Natacha Moreira – Psicóloga Clínica

O Centro Catarina Lucas nasce na sequência do trabalho desenvolvido pela psicóloga Catarina Lucas ao longo dos anos, na área da psicologia e desenvolvimento.

Conta com uma equipa multidisciplinar de cerca de 30 profissionais especializados em diversas áreas da psicologia e do desenvolvimento humano, prestando serviços nas áreas da psicologia para adultos, infantil e juvenil, aconselhamento parental, terapia de casal, terapia familiar, sexologia clínica, neuropsicologia, hipnose clínica, orientação vocacional, psiquiatria, terapia ocupacional, terapia da fala, nutrição, naturopatia, osteopatia, entre outros.

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